Pular para o conteúdo principal

Obesidade felina: cuidado para seu gato não ficar gordo demais!



O perfil da nossa população felina é alvo de profundas alterações. Os gatos que viviam "soltos" estão cada vez mais dando lugar a um número crescente de gatos urbanos que vivem em apartamentos. Normalmente esterilizados (castrados), bem alimentados e mimados, estes animais passam, com freqüência, a maior parte do seu dia sozinhos enquanto os seus proprietários estão ocupados com trabalhos e viagens. 


O ganho de peso é o efeito mais imediato deste modo de vida sedentário e que está muito longe do comportamento natural dos gatos. Alguns estudos atuais demostram que cerca de 40% dos gatos domésticos se encontram com excesso de peso, enquanto 5% estão gravemente obesos!


Observar o seu gato passando longas horas diárias numa cama é, frequentemente, prova suficiente de uma vida feliz para o proprietário. Contudo e infelizmente, um gato com excesso de peso é um gato doente. Existem alguns fatores predisponentes para obesidade, além de uma dieta com excesso de carboidratos visto que o gato é um carnívoro verdadeiro. Existe uma predisposição genética, racial, idade, sexo ( machos são mais predispostos que fêmeas), gatos que comem á vontade, gatos nervosos ou depressivos e aqueles que vivem em ambientes fechados. 


A obesidade causa várias consequencias físicas para o gato e reduz a qualidade de vida dele de forma geral  As principais conseqüências para a saúde são: artrite, diabettes, infecções urinárias, dermatopatias, lipidose hepática (este é o risco mais grave, pois se  o gato obeso parar de se alimentar devido é stress, doença ou regime não apropriado, pode ocorrer uma insuficiencia hepática fatal), doença cardiovascular e respiratória, tendência para constipação e obstipação. 


Em geral, a obesidade reduz significativamente a expectativa de vida do gato. Deve-se proceder algumas mudanças no habito do animal, tais como instituir um alimento terapêutico para perda de peso, promover exercício físico e principalmente incentivar e apoiar o proprietário para que o procedimento seja em sucedido.


É pessoal, gato obeso que se dá bem só o Garfield mesmo... 




Fonte: Revista pulo do gato (com adaptações).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Por que castrar a sua gata?

Se sua gata já passou por um cio, você jamais se esquecerá dos berros e da constante demanda por atenção. Caso ela seja impedida de copular, o cio será algo frustrante e desconfortável para vocês dois. E, dependendo da época do ano, o cio pode reaparecer em menos de 30 dias. Listamos a seguir algumas das principais dúvidas sobre o assunto: “E se a gata cruzar?” Ela pode gerar uma média de 15 gatinhos por ano. Então, a não ser que você esteja planejando se transformar em criador(a) de gatos, a castração é o melhor cuidado que você pode ter com sua gata. Será mais fácil pra você e para ela. “E se usar injeções anti-cio em minha gata?” Essas injeções são compostas por altas doses de hormônios e tanto na gata quanto na cadela, podem causar câncer de mama, infecção de útero e, se for feita a injeção durante a gravidez, pode causar abortamento. “Com qual idade a gata pode ser castrada? Recomenda-se castrar a gata antes do primeiro cio, o que pode ocorrer a partir de quat...

Mal-do-caroço - Perguntas e Respostas

É bom saber um pouco mais sobre a Linfadenite e como combater esse mal do seu rebanho. 1 - O que é a Linfadenite Caseosa dos caprinos e ovinos? Também chamada de Mal-do-caroço, “tumor” ou, simplesmente, “Linfa”, a Linfadenite Caseosa é uma doença causada pela bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis , que pode sobreviver por meses, ou até anos, no meio ambiente. 2 - Quais são seus sinais? Os principais sinais são “caroços” ou “tumores”, que são os linfonodos (gânglios linfáticos ou ínguas), do caprino ou ovino, acometidos pela bactéria. Os linfonodos funcionam como uma espécie de filtro, que retém as bactérias. A bactéria do Mal-do-Caroço aí retida multiplica-se e fica encapsulada em “caroços”. Podem também ocorrer caroços internos, nos pulmões e nas vísceras. Esses caroços evoluem e se rompem, liberando o conteúdo purulento, contaminando o ambiente e outros animais. 3 - Como saber se há um caroço interno? Como se dá a contaminação? Não é possível saber, com certeza, ...
A pseudogestação é uma condição que ocorre com alguma frequência em cadelas. Caracteriza-se por uma alteração física e psíquica da cadela que "pensa" que está grávida, mesmo não tendo cruzado com o cão. Isto deve-se a alterações hormonais que a cadela está a sofrer. Habitualmente, a pseudogestação sucede cerca de 2 meses após o cio da cadela. Pode dar-se em qualquer cio da fêmea, seja no primeiro cio, seja em qualquer outro cio, podendo ou não repetir-se. Há fêmeas que fazem pseudogestações em todos os cios e outras que podem fazer uma única gravidez psicológica sem que se volte a repetir. Durante a pseudogestação, a cadela pode apresentar os seguintes sintomas/sinais: aumento do perímetro abdominal; aumento das glândulas mamárias com ou sem produção de leite; aumento da irritabilidade; algumas cadelas podem mesmo ficar mais agressivas para os próprios donos; fabrico do próprio ninho: a cadela procura um local para poder receber o suposto cachorro, aí guarda brinquedos ...